Reprises
Desde sua chegada ao Brasil em 1984, o seriado vinha sendo reprisado, até que episódios novos apareceram em 1988. E posteriormente, em 1990 e 1992, os últimos lotes de episódios foram comprados pelo SBT, logicamente, só com capítulos da fase até 1979/1980, que foi quando acabou "Chaves" como sitcom própria. Alguns desses episódios foram exibidos apenas uma vez nessa época e/ou deixaram de ser exibidos, não voltando até os dias atuais, e são chamados de episódios perdidos. Discute-se muito no que se refere às fitas terem se perdido ou reutilizadas. Existem duas teorias principais para explicar esse fato:
- A primeira é que, quando os episódios chegaram ao Brasil, vinham aos pedaços, obrigando a equipe de dubladores e editores que prepararam a série para o Brasil a montar todos os episódios. Ao final das montagens, sobravam partes de episódios e, inclusive, vinhetas de propagandas, que foram também dubladas. Foram exibidas em alguns especiais do SBT, dando a impressão de que a emissora possui esses episódios. Este detalhe também explica porque episódios como "O festival da boa vizinhança", "A venda da vila" e "Um astro cai na vila" que ainda podem ser assistidos, estão incompletos, faltando para os dois primeiros a última parte, e para o último, a primeira parte. Também é considerável o episódio "O cãozinho do Quico", composto de três partes, teve sua dublagem inicial substituída por outra, em que a terceira parte já não era mais anunciada. Entretanto, no último dia 14 de fevereiro de 2008, às 05:30, o SBT exibiu essa terceira parte, até então nunca exibida na emissora, mas lançada em DVD pela Imagem Filmes com dublagem original e exibido de modo aparentemente ilegal pela Ulbra TV.
- A segunda explicação é mais hipotética: quando o programa foi produzido no México, foi usada uma tecnologia de edição muito antiga: efeitos de sobreposição de imagens primitivo, áudio separado em cartucho e filme de baixa qualidade. Alguns episódios que deixaram de ser exibidos, devem ter tido problemas, como defeito no cartucho de áudio da dublagem (para isso, alguns episódios tiveram de ser redublados), ou mesmo danificações no filme (em alguns, a imagem danificada é substituída por outra do mesmo episódio, ou, muito raramente, de outros).
- Novas temporadas de Chaves seriam adquiridas pelo SBT mais adiante. No entanto, não obtiveram o mesmo sucesso das primeiras. Uma das prováveis teorias para o fato diz que a causa está relacionada aos dubladores antigos do seriado. O dublador do personagem Chaves, Marcelo Gastaldi, faleceu em 1995. Ele, junto ao dublador de Quico, Nelson Machado, seriam responsáveis parciais pelo sucesso do seriado mexicano no Brasil, pois, como tradutores do seriado, buscaram sempre preservar o sentido e o humor das piadas originais. Além disso, de maneira original, teriam conseguido traduzir com fidelidade a maior parte das músicas compostas por Chespirito. Também transformaram a História do México em História do Brasil nos episódios de escola.
- O programa chegou a ser retirado da programação do SBT no ano de 2003 após 19 anos no ar, mas em apenas um mês logo voltou, devido em parte ao grande número de fãs, e com uma novidade: o retorno de alguns episódios não exibidos desde 1992.
Em 2003, Chaves foi vendido em VHS e a revista TV y Novelas começou a oferecê-los como parte de seus pacotes de assinatura. Em 2005 foi lançado pela Imagem Filmes o DVD O Melhor do Chaves, que contou com cinco episódios em dublagem original da Maga. No mesmo ano, a Amazonas Filmes lançou o primeiro de uma série de boxes de DVDs. São três DVDs por caixa, sendo sempre um para Chaves, outro para Chapolin e mais um para Chespirito. Os episódios, em sua maioria inéditos, foram dublados pelo Estúdio Gábia e contou com o apoio do Fã-Clube Chespirito Brasil na adaptação dos textos. Até o momento, oito boxes de CH e um de Kiko já foram lançados. No dia 03/05/2010, saiu na “Livraria da Folha” (integrante da “Folha On-Line”) uma matéria escrita e um áudio com o fã das séries “Chaves” e “Chapolin”. Em dez/2009, no evento "Vamos a Chilango com o Polegar Vermelho", um cinegrafista do SBT leu o folder que continha as informações sobre os episódios perdidos, e ao ler com o repórter para ver se a entrevista poderia acontecer, ele disse que a empresa SBT o demitiria se o conteúdo do folder fosse ao ar. Isso quer dizer que o assunto é proibido no SBT.

Nenhum comentário:
Postar um comentário